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domingo, 14 de abril de 2013

Chuva Ácida


Com a  Revolução Industrial do século XVIII trouxe vários avanços tecnológicos e mais rapidez na forma de produzir, por outro lado originou uma significativa alteração no meio ambiente. As fábricas com suas máquinas a vapor queimavam toneladas de carvão mineral para gerar energia, lançando assim uma grande concentração de poluentes químicos, que são despejados na atmosfera diariamente.  Estes poluentes, originados principalmente da queima de combustíveis fósseis, formam nuvens, neblinas e até mesmo neve. Neste contexto, começa a surgir a chuva ácida. Porem, o termo apareceu somente em 1872, na Inglaterra. O climatologista e química Robert A. Smith foi o primeiro a pesquisar a chuva ácida na cidade industrial inglesa de Manchester.
A chuva ácida é composta por diversos ácidos como, por exemplo, o óxido de nitrogênio e os dióxidos de enxofre que são resultantes da queima de combustíveis fósseis (carvão, óleo diesel, gasolina, Petroleo, entre outros) e quando em contato com o hidrogênio em forma de vapor, formam ácidos como o ácido nítrico (HNO3), ou o ácido sulfúrico (H2SO4). Quando caem em forma de chuva ou neve, estes ácidos provocam danos no solo, plantas, construções históricas, animais marinhos e terrestres etc. Este tipo de chuva pode até mesmo provocar o descontrole de ecossistemas, ao exterminar determinados tipos de animais e vegetais. Poluindo rios e fontes de água, destruição de estautas, construções e monumentos a chuva pode também prejudicar diretamente a saúde do ser humano, causando doenças.
Este problema tem-se acentuado nos países industrializados, principalmente nos que estão em desenvolvimento como, por exemplo, Brasil, Rússia, China, México e Índia. A setor industrial destes países tem crescido muito, porém de forma desregulada, agredindo o meio ambiente. Nas décadas de 1970 e 1980, na cidade de Cubatão, litoral de São Paulo, a chuva ácida provocou muitos danos ao meio ambiente e ao ser humano. Os ácidos poluentes jogados no ar pelas indústrias, estavam gerando muitos problemas de saúde na população da cidade. Foram relatados casos de crianças que nasciam sem cérebro ou com outros defeitos físicos. A chuva ácida também provocou desmatamentos significativos na Mata Atlântica da Serra do Mar.
A chuva ácida também causa a acidificação do solo tornando-o improdutivo e mais suscetível à erosão. A acidez do solo, inclusive, é um dos principais fatores para a diminuição da cobertura vegetal em diversos países. Estudos recentes publicados pelo WWF (Fundo Mundial para a Natureza) apontam que a chuva ácida já um dos principais responsáveis pelo desmatamento na Mata Atlântica.
Para o homem o acúmulo de dióxido de enxofre no organismo pode levar à formação de ácidos no corpo humano causando até danos irreversíveis aos pulmões. Na Inglaterra, em 1952, na cidade de Londres, cerca de 4000 pessoas morreram por causa da emissão de dióxido de enxofre pela queima de carvão nas indústrias e nas casas. O pior de tudo é que nem sempre a chuva ácida cai sobre a local onde foi feita a emissão de dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio. Como essas substâncias estão em forma de gás, elas podem ser transportadas pelo vento por quilômetros de distância antes de cair na forma de chuva. Estudos feitos pela WWF mostraram que nos países ricos o problema também aparece. Na Europa, por exemplo, estima-se que 40% dos ecossistemas estão sendo prejudicados pela chuva ácida e outras formas de poluição.

Referências:
http://www.infoescola.com/quimica/chuva-acida/
http://www.suapesquisa.com/chuvaacida/
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/

Chernobyl


No ano de 1986, os operadores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, realizaram um experimento com o reator 4. A intenção inicial era observar o comportamento do reator nuclear quando utilizado com baixos níveis de energia. Contudo, para que o teste fosse possível, os responsáveis pela unidade teriam que quebrar o cumprimento de uma série de regras de segurança indispensáveis. Foi nesse momento que uma enorme tragédia nuclear se desenhou no Leste Europeu.


Entre outros erros, os funcionários envolvidos no episódio interromperam a circulação do sistema hidráulico que controlava as temperaturas do reator. Com isso, mesmo operando com uma capacidade inferior, o reator entrou em um processo de superaquecimento incapaz de ser revertido. Em poucos instantes a formação de uma imensa bola de fogo anunciava a explosão do reator rico em Césio-137, elemento químico de grande poder radioativo.


Com o ocorrido, a usina de Chernobyl liberou uma quantidade letal de material radioativo que contaminou uma quilométrica região atmosférica. Em termos comparativos, o material radioativo disseminado naquela ocasião era assustadoramente quatrocentas vezes maior que o das bombas utilizadas no bombardeio às cidades de Hiroshima e Nagasaki, no fim da Segunda Guerra Mundial. Por fim, uma nuvem de material radioativo tomava conta da cidade ucraniana de Pripyat.


Ao terem ciência do acontecido, autoridades soviéticas organizaram uma mega operação de limpeza composta por 600 mil trabalhadores. Nesse mesmo tempo, helicópteros eram enviados para o foco central das explosões com cargas de areia e chumbo que deveriam conter o furor das chamas. Além disso, foi necessário que aproximadamente 45.000 pessoas fossem prontamente retiradas do território diretamente afetado.


Para alguns especialistas, as dimensões catastróficas do acidente nuclear de Chernobyl poderiam ser menores caso esse modelo de usina contasse com cúpulas de aço e cimento que protegessem o lugar. Não por acaso, logo após as primeiras ações de reparo, foi construído um “sarcófago” que isolou as ruínas do reator 4. Enquanto isso, uma assustadora quantidade de óbitos e anomalias indicava os efeitos da tragédia nuclear.


Buscando sanar definitivamente o problema da contaminação, uma equipe de projetistas hoje trabalha na construção do Novo Confinamento de Segurança. O projeto consiste no desenvolvimento de uma gigantesca estrutura móvel que isolará definitivamente a usina nuclear de Chernobyl. Dessa forma, a área do solo contaminado será parcialmente isolada e a estrutura do sarcófago descartada.


Apesar de todos esses esforços, estudos científicos revelam que a população atingida pelos altos níveis de radiação sofre uma série de enfermidades. Além disso, os descendentes dos atingidos apresentam uma grande incidência de problemas congênitos e anomalias genéticas. Por meio dessas informações, vários ambientalistas se colocam radicalmente contra a construção de outras usinas nucleares.

Quanta criatividade!

Olha gente que interessante esse video explicando a radioatividade através da música, muito boa!


Radioooo atividadee (8) A música gruda na cabeça e não sai, muito boa mesmo! 

sábado, 13 de abril de 2013

O planeta terra e a Radioatividade. Parte 2

Oi gente, como prometido a segunda parte da postagem sobre o homem e a radioatividade.


Radioatividade

Além das evidências de catástrofes repetidas, como as erupções vulcânicas, foram observadas rochas curvadas, em vez de quebradas, evidenciando que isso levaria milhares de anos para ocorrer. Lyell registrou também alterações dos litorais ao longo dos anos, constatando que o ciclo das rochas acontece há muito tempo.
Embora tenham ocorrido catástrofes e elas ainda ocorram, a maior parte das mudanças foi lenta e gradual. Lyell afirmou que as causas das mudanças sobre a face da Terra foram as mesmas que ainda acontecem hoje. Em outras palavras, o planeta Terra se comporta atualmente como se comportava no passado.
No fim do século 19, muito se sabia sobre a ordem dos eventos na história da Terra. Por exemplo, sabia-se que os Trilobites (filo primitivo de artrópodes) haviam surgido antes dos peixes e dos tubarões. Sabia-se que os peixes e os tubarões surgiram antes dos dinossauros. Que os dinossauros vieram antes dos mamíferos, e que os humanos vieram muito mais tarde. No entanto, ninguém sabia precisar a idade ou a origem dos fósseis encontrados nessa época.
Foi no início do século 20 que as rochas deram uma resposta a essas questões. O urânio, encontrado naturalmente nas rochas, seria a chave para descobrir a idade da Terra. Usando a radioatividade do urânio e de outros elementos, geólogos do século 20 puderam confirmar o quanto a Terra é antiga. A idade do planeta foi então estimada em 4,6 bilhões de anos, enquanto os fósseis mais antigos já encontrados datam de 3,7 milhões de anos.

Fontes Utilizadas.

BAITELO, Ricardo. Cortina de fumaça: AS EMISSÕES DE GASES ESTUFA E OUTROS IMPACTOS DA ENERGIA NUCLEAR. Disponível em: <http://www.greenpeace.org/brasil/Global/brasil/report/2007/12/cortina-de-fuma-a.pdf>. Acesso em: 28 mar. 2013.
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/idade-da-terra-fosseis-e-radioatividade-revelam-fases-do-planeta.htm, acesso em 09/04/2013

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Planeta Terra e a Radioatividade



                                                                                          
Desde a Antigüidade, a busca por metais preciosos tem levado as pessoas a escavarem a Terra. Essa incansável procura por cobre, ouro e pedras preciosas acabou por revelar algo muito precioso: a história e a idade da Terra.
A partir do século 18, com a Revolução Industrial, o uso de máquinas tornou mais fácil a remoção dos solos. Abriram-se estradas, minas e canais e, com isso, os solos e as rochas abaixo da superfície ficaram cada vez mais expostos, revelando estratos rochosos com camadas compostas por solos diferentes e sobrepostos uns aos outros. Muitos destes estratos continham fósseis.
As rochas trouxeram muita informação sobre o passado, em várias regiões. Assim surgiu a geologia - o estudo da Terra. Os cientistas, começaram a perceber que a história do planeta estava escrita nos estratos rochosos, que haviam sido criados pela ação das águas dos rios, mares e lagos. Observou-se que esses leitos não eram constituídos por água totalmente cristalina: sempre havia materiais, como areia, terra, poeira, entre outros, flutuando na água e, com o tempo, esses materiais iam se assentando no fundo, cobrindo as conchas e as rochas. A esse processo denomina-se sedimentação.

Sedimentação

Quando as camadas vão se tornando maiores, os objetos enterrados são comprimidos e, às vezes, solidificam-se lentamente, cimentados por minerais como calcita ou sílica, provenientes da água do mar. Com o tempo, o terreno arenoso transforma-se em arenito. Esse processo pode explicar como os fósseis ficaram presos nas rochas e por que os fósseis mais antigos estavam mais no fundo.
As rochas formaram-se e ergueram-se lentamente. A construção de cada camada levou muito tempo. Uma estimativa fala em um milímetro em 100 anos. Uma camada pode, portanto, levar milhares de anos para se formar. Assim, os primeiros geólogos foram percebendo que as rochas tinham muito a esclarecer, como, por exemplo, o registro de um extenso período passado, que durou milhões de anos.



Dessa forma, os geólogos começaram a reconstruir a história do planeta e das formas de vida que existiram. Muitas eras geológicas receberam o nome dos locais onde rochas com fósseis importantes foram descobertos. Por exemplo, o nome do período em que reinavam os dinossauros, chamado Jurássico, vem das montanhas Jura, na Suíça.

Reconstruindo a história

Entre as várias questões levantadas, tentou-se entender como os fósseis do mar teriam subido até as montanhas. Percebeu-se que a sedimentação não era a única formadora das rochas. A sedimentação é o resultado da movimentação dos materiais de lugares altos para lugares baixos, como mares e lagos. Se a sedimentação fosse o único processo formador de rochas, as montanhas já teriam sido achatadas e o seu solo jogado no mar. O planeta Terra não teria mais solo, somente um vasto mar raso.
Apesar da longa história do planeta, algo constrói continuamente os solos e as montanhas, que são reciclados continuamente pelas inundações, terremotos, vulcões e outras catástrofes. Todas essas forças poderosas movimentam as rochas.
Assim, enquanto os estudos dos estratos sedimentares ocupam a geologia, sabe-se que ainda há muito mais a pesquisar. No século 19, o cientista britânico Charles Lyell (1797-1875) viajou para o sul da França e para a Itália, onde percebeu que o estrato recente poderia ser categorizado de acordo com o número e a proporção de conchas marinhas contidas nas rochas. Baseado nisso, ele propôs a divisão do período Terciário em três partes, as quais ele denominou Plioceno, Mioceno e Eoceno.

Radioatividade

Além das evidências de catástrofes repetidas, como as erupções vulcânicas, foram observadas rochas curvadas, em vez de quebradas, evidenciando que isso levaria milhares de anos para ocorrer. Lyell registrou também alterações dos litorais ao longo dos anos, constatando que o ciclo das rochas acontece há muito tempo.
Embora tenham ocorrido catástrofes e elas ainda ocorram, a maior parte das mudanças foi lenta e gradual. Lyell afirmou que as causas das mudanças sobre a face da Terra foram as mesmas que ainda acontecem hoje. Em outras palavras, o planeta Terra se comporta atualmente como se comportava no passado.
No fim do século 19, muito se sabia sobre a ordem dos eventos na história da Terra. Por exemplo, sabia-se que os Trilobites (filo primitivo de artrópodes) haviam surgido antes dos peixes e dos tubarões. Sabia-se que os peixes e os tubarões surgiram antes dos dinossauros. Que os dinossauros vieram antes dos mamíferos, e que os humanos vieram muito mais tarde. No entanto, ninguém sabia precisar a idade ou a origem dos fósseis encontrados nessa época.
Foi no início do século 20 que as rochas deram uma resposta a essas questões. O urânio, encontrado naturalmente nas rochas, seria a chave para descobrir a idade da Terra. Usando a radioatividade do urânio e de outros elementos, geólogos do século 20 puderam confirmar o quanto a Terra é antiga. A idade do planeta foi então estimada em 4,6 bilhões de anos, enquanto os fósseis mais antigos já encontrados datam de 3,7 milhões de anos.

Fontes Utilizadas.

BAITELO, Ricardo. Cortina de fumaça: AS EMISSÕES DE GASES ESTUFA E OUTROS IMPACTOS DA ENERGIA NUCLEAR. Disponível em: <http://www.greenpeace.org/brasil/Global/brasil/report/2007/12/cortina-de-fuma-a.pdf>. Acesso em: 28 mar. 2013.
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/idade-da-terra-fosseis-e-radioatividade-revelam-fases-do-planeta.htm, acesso em 09/04/2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

Aquecimento Global x Radioatividade





Você consegue estabelecer uma relação entre o aquecimento que o nosso planeta tem enfrentado e as novidades da radioatividade? Você consegue imaginar quais conseqüências cairiam sobre o planeta se nós reativássemos a nossa indústria nuclear? A Organização não governamental Greenpeace afirma: “Investir em tecnologia nuclear para a geração de energia é perigoso, piora o cenário de aquecimento global e joga na privada o dinheiro dos contribuintes. (...) Ressuscitar o Programa Nuclear Brasileiro é um retrocesso.”
O processo de geração de energia possui várias etapas, que consistem em uma série de transformações pelas quais passam o minério utilizado como matéria-prima. Depois de utilizado, o combustível se transforma em lixo radioativo. É importante ressaltar que todas as etapas da produção de energia radioativa oferecem sérios riscos de acidentes, seja por contaminação da água, solo, ar, bem como pessoas e animais. Não fosse apenas isso, ainda não existem destinos seguros e permanentes para o descarte desse material. 
Os seres humanos que se submetem à exposição de material radioativo tornam-se vulneráveis ao desenvolvimento de câncer, má formação fetal, aborto, falência do sistema nervoso central, síndrome gastrointestinal, além de outras doenças. Não fossem apenas os prejuízos causados aos seres humanos pela falta de políticas preventivas e eficazes para a população que direta ou indiretamente se expõe a esse tipo de material, o meio ambiente também acaba por sofrer as conseqüências do uso indevido desse tipo de energia, pois apesar de geralmente serem disseminadas idéias como a de que a geração de energia nuclear é livre de emissões de gases, pesquisas comprovam que essa afirmação não é totalmente verdadeira. 
É verdade que os reatores em si não emitem gás carbônico de forma direta, no entanto, a cadeia produtiva, que vai desde a construção da usina, extração do minério ao descarte do lixo somam altos índices de poluição, o que torna essa produção inviável ao meio ambiente. “A relação entre emissões totais e energia gerada faz da energia nuclear uma opção mais poluidora do que energias renováveis. De acordo com a metodologia de Storm e Smith para o cálculo de emissões, o ciclo de geração por fontes nucleares emite de 150 a 400 gCO2/kWh, enquanto o ciclo por geradores eólicos emite de 10 a 50 gCO2/kWh.” (BATELLO, 2007)

 FONTES UTILIZADAS:
  BAITELO, Ricardo. Cortina de fumaça: AS EMISSÕES DE GASES ESTUFA E OUTROS IMPACTOS DA ENERGIA NUCLEAR. Disponível em: . Acesso em: 28 mar. 2013. 

Coloque nos comentários sua opinião sobre o assunto, será mesmo energia nuclear perigosa??